
O São Paulo está em negociações com a gestão da Mercado Livre Arena Pacaembu para utilizar o estádio como sua segunda casa a partir de 2027, mas enfrenta desafios devido ao tipo de gramado.
Desafio do gramado para o Tricolor
O São Paulo no Pacaembu é uma possibilidade que vem sendo discutida, já que o clube está em negociações para usar o estádio como sua casa alternativa a partir de 2027. O grande desafio das conversas não está relacionado ao custo ou à localização, mas sim à condição do gramado. O time tem como prioridade jogar em campo natural, enquanto o Pacaembu conta com um piso sintético, que atualmente não é uma opção para o clube.
A diretoria do São Paulo expressou preocupação com a saúde dos atletas, enfatizando a necessidade de que as partidas oficiais sejam realizadas em grama natural. Em contraste, a administração do estádio reluta em substituir o gramado sintético, que se mostra vantajoso para eventos de entretenimento, como shows, que impactam positivamente nas receitas do Pacaembu. A falta de um acordo sobre esse aspecto tem dificultado as negociações, que ainda não chegaram a um desfecho satisfatório.

A necessidade de uma casa alternativa
A busca por uma alternativa como o Pacaembu decorre do fato de que o contrato do estádio Morumbi com a Live Nation se estende até 2031. Isso significa que o São Paulo terá que lidar com frequentes compromissos de shows, o que obriga o clube a ceder o espaço do estádio e, consequentemente, buscar outras opções para suas partidas. Nos momentos em que o Morumbi não estiver disponível, o São Paulo é forçado a jogar em outras cidades, como Bragança Paulista ou Vila Belmiro, o que diminui a presença da torcida e impacta negativamente na receita de bilheteria.
Utilizar o Pacaembu poderia resolver essa questão logística, mantendo as partidas do clube dentro da capital paulista, o que seria mais conveniente para o público e fomentaria a receita com vendas de ingressos. As conversas continuam em andamento, mas ainda não há um prazo definido para a finalização do acordo, e o impasse relacionado ao gramado se mantém como um fator crítico nas tratativas.
